Os media não são
portadores de valores, em contrapartida, os media contribuem para vincular valores
dos usos sociais que eles são feitos. Isto acontece na escola, por exemplo,
pelo uso de cartazes com fins de propaganda/prevenção. Tem-se em consideração o
lugar crescente dos media, que apelidamos de sociedade da informação. Esta
leva-nos a educar os jovens para a informação e para os media. Assim, a
educação para os media, entrou progressivamente nos programas de ensino.
Umas das tendências mais visíveis e
inovadoras da evolução atual dos media diz respeito à reviravolta dos mass
media, em que cada um pode realmente ser emissor, como mostra o aparecimento
dos blogues, dailymotions ou youtube. Neste modo sobrepõe-se igualmente a
comutação, isto é, a possibilidade de endereçamento oferecida a qualquer
individuo, ou quase de se dirigir a qualquer outro.
Tradicionalmente
distingue-se os media por stock e fluxo: Stock, representa a cultura escrita, clássica, oficial e
por isso nobre. Já o Fluxo representa
uma cultura popular associada a um certo desprezo pelo consumo de massas.
Como nos diz no
capítulo, “de facto assume-se a um desenvolvimento simultâneo do fluxo e do stock
(…). A invenção de técnicas de impressa abriu novas possibilidades de
produção de stock. Ao mesmo tempo, aumentou (…) a difusão cientifica e cultural
numa lógica de fluxo”, ou seja, quanto mais o fluxo se amplia, mais o stock
cresce.
Em suma, os programas
de ensino são a base comum do conhecimento e de competências que permanecem
forjadas de cultura clássica e abrem-se muito pouco aos media modernos.
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