quarta-feira, 20 de junho de 2012

E) À modernidade dos media deve responder a Educação


Os media não são portadores de valores, em contrapartida, os media contribuem para vincular valores dos usos sociais que eles são feitos. Isto acontece na escola, por exemplo, pelo uso de cartazes com fins de propaganda/prevenção. Tem-se em consideração o lugar crescente dos media, que apelidamos de sociedade da informação. Esta leva-nos a educar os jovens para a informação e para os media. Assim, a educação para os media, entrou progressivamente nos programas de ensino.
Umas das tendências mais visíveis e inovadoras da evolução atual dos media diz respeito à reviravolta dos mass media, em que cada um pode realmente ser emissor, como mostra o aparecimento dos blogues, dailymotions ou youtube. Neste modo sobrepõe-se igualmente a comutação, isto é, a possibilidade de endereçamento oferecida a qualquer individuo, ou quase de se dirigir a qualquer outro.
Tradicionalmente distingue-se os media por stock e fluxo: Stock, representa a cultura escrita, clássica, oficial e por isso nobre. Já o Fluxo representa uma cultura popular associada a um certo desprezo pelo consumo de massas.
Como nos diz no capítulo, “de facto assume-se a um desenvolvimento simultâneo do fluxo e do stock (…). A invenção de técnicas de impressa abriu novas possibilidades de produção de stock. Ao mesmo tempo, aumentou (…) a difusão cientifica e cultural numa lógica de fluxo”, ou seja, quanto mais o fluxo se amplia, mais o stock cresce.
Em suma, os programas de ensino são a base comum do conhecimento e de competências que permanecem forjadas de cultura clássica e abrem-se muito pouco aos media modernos.

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