quinta-feira, 21 de junho de 2012

E) Capitulo 10 - Erisíchton e Macunaíma: Algumas pistas para a compreensão das relações entre Mídia e Educação


   A publicidade tem a função de Estimular a aquisição de mercadorias pelos consumidores e contribuir para a interiorização de uma representação da realidade social. Esta realidade social tem por base representações sociais, isto é, conjuntos de imagens, símbolos e modelos difundidos numa sociedade para caracterizar categorias, pessoas, situações ou objectos.
A publicidade cria, em torno do objecto, um universo simbólico forte e imediatamente reconhecível, com o qual o consumidor se deve identificar.
Um produto não é apresentado ao público tal como é mas representado simbolicamente para provocar a sua adesão.
Nesta óptica, a publicidade insiste sobre o benefício do consumidor e não sobre as qualidades do produto, o que leva a uma diferença entre a publicidade e o artigo publicitado.
A publicidade e o consumo são os principais instrumentos ideológicos de condicionamento social, pois condicionam as mentalidades ao ponto das pessoas comprarem e consumirem o que os outros produzem, deixando assim de produzirem.
Mercadoria é ‘’um objecto externo, uma coisa que, por suas propriedades, satisfaz necessidades humanas, seja qual for a natureza, a origem delas, provenha do estômago ou da fantasia.’’ (Marx, 2002).
Marx procura distinguir valor de uso de valor de troca. O valor de uso da mercadoria está nas suas qualidades materiais específicas. Como valor de troca, a mercadoria deve ser considerada sobre aquilo que tem de comum e não no que tem de distinto. O que têm em comum pode ser exemplo, o trabalho socialmente necessário para a sua produção.
A mercadoria possui a dimensão de uso e de troca mas só circula como valor de troca.
As mercadorias circulam como signos, símbolos, imagens e marcas.
Baudrillard (1995) afirma que ‘’ Jamais se consome o objecto em si (no seu valor de uso), os objectos são manipulados no sentido amplo como signos.’’
Não se consome o objecto, mas os seus signos.
A reorganização das necessidades em signos é a forma como a sociedade comunica.
Consumir é estar em representação. Esta quando bem dirigida, é estratégica para a sobrevivência de uma marca, pois federa o público e cria um imaginário que impulsiona as pessoas a comprarem.
   O processo de comunicação, através da publicidade e do consumo do produto, não prevalece a necessidade do objecto mas a necessidade de uma distinção valorizante.
 Ex:               ‘’Eu sou moderno porque tenho um Ipad’’
O que está em questão é a logica do desejo, no seu sentido social, que implica um olhar e reconhecimento dos outros.
Então, os motores de consumo são a lógica do prestígio a preocupação de distinção e não a sensação de uma necessidade.
   As mediações produzem e reproduzem os significados sociais, possibilitando a compreensão das interacções entre a produção e o consumo.
   No que diz respeito á influência social dos Média ou ao poder dos processos de comunicação, a atenção não esta concentrada nos meios, mas nos movimentos e nas dinâmicas sociais, espaços nos quais se produz sentido.
Então, a mediação vem estruturar, organizar e reorganizar a percepção da realidade pelo receptor.
  Os meios de comunicação de massa servem como uma referência importante para o saber e a cultura pois influenciam os valores e a visão de mundo das pessoas.
   Todos somos susceptíveis á manipulação dos mídia.
  Ter distância dos média através de um olhar crítico e inquiridor, isto é, educar para a mídia.
  Educação para a mídia significa habilidades e competências para identificar, descrever, compreender e avaliar as mensagens quotidianas do universo mediático.
  Educação para a mídia é uma educação critica para a leitura dos meios de comunicação em massa

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